História da Cidade do Cabo


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1652: antes, depois e tudo o que aconteceu nesse período


Antes da chegada dos colonizadores holandeses liderados por Jan van Riebeeck em 1652, o Cabo era habitado por grupos do povo Khoi, também conhecidos como hotentotes. Os Khoi, um povo seminômade que se dedicava à pecuária, eram relacionados aos caçadores e coletores bosquímanos da etnia San, que viviam no interior.

  • O primeiro europeu a chegar no Cabo foi o explorador português Bartolomeu Dias, em 1488, que o chamou de "Cabo das Tormentas".
  • Mais tarde, o local foi rebatizado de "Cabo da Boa Esperança", para estimular o otimismo acerca da criação de uma rota marítima para a Índia e o Oriente, passando pelo Cabo.
  • Em 6 de abril de 1652, os colonizadores holandeses estabeleceram uma estação de abastecimento na Baía da Mesa.
  • Os ingleses assumiram o controle do Cabo em 1806 e o mantiveram como uma colônia britânica durante pouco mais de 100 anos.
  • A Tábua do Cabo é uma das montanhas mais longevas da Terra, seis vezes mais antiga do que o Himalaia e cinco vezes mais idosa do que as Montanhas Rochosas.

O início da colonização do Cabo

Em meados da década de 1600, Jan van Riebeeck e um pequeno grupo de colonos holandeses estabeleceram uma estação de abastecimento no Cabo. Ele foi encarregado pela Companhia Holandesa das Índias Orientais de construir um forte para a defesa e uma horta que iria suprir de frutas e legumes frescos os navios comerciais da empresa que estivessem de passagem.

A primeira leva de imigração da Ásia para a África do Sul chegou em 1654. Os asiáticos ajudaram a formar a base das populações de raça mista e malaia, assim como trouxeram o islamismo para o Cabo. No ano seguinte, os primeiros escravos foram transportados de Java e Madagascar ao Cabo para trabalhar nas fazendas. O primeiro de uma longa série de conflitos fronteiriços entre os habitantes da área controlada pelos europeus e a população nativa ocorreu em 1658, quando os colonizadores entraram em confronto com os Khoi, que perceberam que estavam perdendo território.

Em 1666, foi iniciada a construção do Castelo da Boa Esperança, a primeira fortificação europeia permanente na região. O novo castelo substituiu o forte de madeira que havia sido edificado por Van Riebeeck e seus homens. Finalmente concluído em 1679, o castelo é o prédio mais antigo da África do Sul.

Simon van der Stel, em homenagem a quem a aldeia de Stellenbosch foi denominada, chegou em 1679 para substituir o governador Van Riebeeck. Com as vinhas que trouxe em seu navio, Van der Stel fundou a indústria de vinhos do Cabo, um setor que iria crescer rapidamente e se tornar importante para a região. Ele também promoveu a expansão territorial da Colônia.

Os huguenotes
e os ingleses

Os huguenotes foram os primeiros imigrantes não holandeses a chegar ao Cabo em 1688. Eles tinham fugido da França católica para a Holanda, por causa da perseguição aos protestantes, onde a Companhia das Índias Orientais lhes ofereceu passe livre para o Cabo e as áreas agrícolas. Os huguenotes trouxeram para o Cabo a sua importante experiência na produção de vinhos, o que impulsionou de modo significativo a indústria, assim como também contribuíram para a criação de fortes raízes culturais.

Em 1780, a França e a Grã-Bretanha iniciaram uma guerra. A Holanda participou da guerra, em apoio aos franceses, e uma pequena guarnição de tropas francesas foi enviada ao Cabo para protegê-lo dos ingleses. No entanto, essas tropas deixaram a cidade em 1784. Quando a França invadiu a Holanda em 1795, a Companhia Holandesa das Índias Orientais estava totalmente arruinada em termos financeiros. O Príncipe de Orange se refugiou na Inglaterra para se proteger, o que permitiu o estabelecimento da República Batava Holandesa. Devido ao longo tempo necessário para enviar e receber notícias da Europa, o Comissário do Cabo na época sabia apenas que os franceses haviam ocupado o território da Holanda e que os holandeses poderiam mudar de lado na guerra a qualquer momento. As forças britânicas chegaram ao Cabo com uma carta do Príncipe de Orange pedindo ao comissário que permitisse que as tropas inglesas protegessem a cidade da invasão francesa até o final da guerra. Os britânicos informaram ao comissário que o príncipe havia fugido para a Inglaterra. A reação do Conselho do Cabo foi contraditória e, finalmente, os britânicos, na Batalha de Muizenberg, invadiram com êxito o Cabo. Os britânicos anunciaram imediatamente o início do livre comércio.

Nos termos de um acordo de paz entre a Inglaterra e a França, o Cabo foi devolvido aos holandeses em 1802. Três anos mais tarde, contudo, a guerra recomeçou e os britânicos enviaram novamente as suas tropas ao Cabo. Este período proporcionou importantes avanços para a cidade e pode ser considerado como o início oficial da Cidade do Cabo.

A Ilha Robben da Cidade do Cabo

A Ilha Robben - Robben Eiland, em africâner, e Robbe Eiland, em holandês - é uma pequena ilha na Baía da Mesa, distante apenas 12 km da costa da Cidade do Cabo. O nome do acidente geográfico foi dado pelos colonizadores holandeses e significa "Ilha das Focas". Sob vários aspectos, é semelhante a Alcatraz, em San Francisco.

A Ilha Robben foi inicialmente habitada por grupos da Idade da Pedra há milhares de anos, quando o nível do mar era muito mais baixo do que é hoje e podia-se caminhar do continente até a ilha. A fusão das calotas na última Idade do Gelo fez com que as terras em torno da ilha fossem inundadas pela elevação do nível do mar e, assim, Robben foi formada.

Desde a chegada dos colonizadores holandeses na Cidade do Cabo em meados dos anos 1600, a ilha foi utilizada principalmente como uma prisão e agora é sinônimo dos líderes políticos que lutaram para se libertar do apartheid e foram mantidos presos nesse local.

O domínio holandês nas Índias Orientais e no Cabo gerou uma grande resistência e os líderes Khoi locais foram alguns dos primeiros prisioneiros enviados à ilha. Os ativistas muçulmanos que protestaram contra o domínio holandês nas Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia) também foram exilados na Ilha Robben.

Apesar da Ilha Robben da Cidade do Cabo continuar a ser mais famosa por seus presos políticos, ela não foi apenas utilizada como prisão. Na década de 1840, a ilha foi escolhida como um local para abrigar leprosos, doentes mentais e pacientes com doenças crônicas. A Ilha Robben foi selecionada para essa finalidade porque que era segura e, portanto, isolava doenças perigosas mas, ironicamente, já que não havia cura para a hanseníase, as doenças mentais e outras enfermidades crônicas nos anos 1800, ela se tornou também uma espécie de prisão para os pacientes do hospital. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi utilizada pelos britânicos como uma base de treinamento e defesa. Como parte da defesa da Cidade do Cabo, a ilha foi fortificada e armas foram instaladas no local.

No entanto, a Ilha Robben é mais famosa por seu uso como prisão política pelo governo do apartheid sul-africano e por ser o local onde Nelson Mandela ficou encarcerado durante 27 anos. A prisão deteve centenas de outros prisioneiros políticos que lutavam pela liberdade e justiça na África do Sul, muitos dos quais passaram mais de 25 anos nesse local.

Naquela época, a prisão tinha como propósito eliminar a oposição política ao regime do apartheid e isolar completamente os prisioneiros políticos do mundo exterior para destruir o Congresso Nacional Africano (CNA) e outros partidos políticos que defendiam a liberdade. A prisão ficou conhecida por sua brutalidade e pelas ações que visavam destruir o espírito de luta e a moral dos presos.

No entanto, os detidos conseguiram - no nível político e psicológico - transformar essa prisão cruel em um símbolo da liberdade e da liberação pessoal. Após a década de 1960, os encarcerados que estavam na ilha conseguiram derrotar a oposição das autoridades prisionais e organizaram programas educacionais, eventos esportivos e debates políticos. O relato pessoal de Nelson Mandela sobre a sua relação com o administrador da prisão da Ilha Robben, como pode ser lido em sua autobiografia, Longa Caminhada até a Liberdade, é ao mesmo tempo alentador e um testemunho da importância e da humildade desse grande homem, assim como da sua enorme capacidade de perdoar e estimular uma transformação suave.

Os presos políticos detidos na ilha tiveram uma participação fundamental na criação e execução das mudanças que se seguiram à libertação daqueles que haviam sido condenados por suas ideias e à abolição do sistema do apartheid, em 1990, pelo então presidente F. W. de Klerk.

Entre 1961 e 1991, mais de três mil homens foram encarcerados na Ilha de Robben, na Cidade do cabo. A ilha é agora um Patrimônio Mundial e a prisão foi transformada em um museu que pode ser facilmente visitado por meio de excursões de barco programadas, que partem do V&A Waterfront da Cidade do Cabo.

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